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felicidade é tendência

Novembro 10, 2009

Tá logo aqui embaixo, não vou linkar, mas ontem falei alguma coisa sobre um monte de coisa que anda me paranoiando.

Continuando, depois de postada fui devida e belamente assistir à aula desse arretado aqui. Ele é meu professor e é porreta e é conterrâneo de Ivo e faz um monte de coisa legal aqui pela capital e por esse mundão de Brasil (tipo isso aqui ó; ou isso).

Enfim, tava eu lá na aula quando ele resolveu dar um tema pra cada aluno escrever, em 15 minutos e em até 5 linhas, o sobre por ele tematizado. Ganhei o Mal de Alzheimer. E fiz assim:

Ao não mais saber dizer sentido, senti. Enfim. E quando lá não mais souber ditar o dito, escuta. Porque deixa-se ir e revive. Despido do diário lembrar-se de ser.

E ele disse assim: soa Fernado Pessoa. Uma Salve Rainha para a senhora.

E eu fiquei feliz. Assim.

:-)

O que tá sempre em moda.

ecos de um momento

Novembro 9, 2009

E aí que às vezes não tem e aí. Já foi e pronto. E se se preocupar demais com o que vai vir, perde-se o que está sendo. Perde o que se é.

E aí que bateu uma vontade de voltar a morar em Paris. Afinal,  quando estava lá, pensava eu meu coração estar aqui.  E aí que logo depois da vontade, pensando e sentindo melhor, percebi mesmo é que se meu amor não estivesse em Paris, não estaria, eu agora, com saudades. E daí percebi que o coração sempre foi parisiense, o que faltava era a cabeça.

Ainda bem.

Tomara que seja sempre assim.

Porque quando a gente tá doente, meio que perdida e no dia seguinte da feitura de uma estupidez, só o que salva é a integridade do sentimento.

Mas o que fazer quando se ficar o bicho-pega e se correr o bicho-come? Ou pertencer à dureza da vida sem desenternecer? Tá, o assunto não é novo nem a angústia paarticularidade minha. Che já posterizou. E  Umberto Eco, lá em 64, já discutiu os Apocalípticos e os Integrados: os primeiros criticam a cultura de massa, no entanto se fazem notórios justamente por meio dela; já os segundos alistam-se despudoradamente a ela, lucrando, integradamente, com isso.

Vai que não tem jeito. Ou se aceita a vida como ela é imposta que é (e assalaria-se, seguramente, com isso) ou se inquieta frente a ela, vivendo-se à margem (financeira, inclusive) ou, hipocritamente, se valendo (financeiramente, inclusive) disso.

O que não dá é ficar no meio disso tudo, capenga e mambembe, sem saber pra onde o coração precisa ir.

Como eu, hoje, doente, meio que perdida e no dia seguinte da feitura de uma estupidez.

Ainda bem que a integridade do sentimento é uma salvação.

Tô precisada de outra.

má educação

Outubro 26, 2009

Uma vez, em amigas e em confidência (Xchté e Talitão), concluímos que sermos criadas em quartos cor-de-rosa, à espera de príncipes encantados e deixando nossos longos cabelos crescerem entrelaçados pra facilitar qualquer escalada masculina até nós era a pior coisa que se podia fazer a uma bebê fêmea.

O negócio é ensinar a mulherada desde cedo que fábula é balela e o melhor mesmo é crescer em jeans, listras e coturnos bem pesados e presos ao chão. Certo?

Pois então.

Foi só saber que GBundchen está prestes a trazer à luz outro ser feminino fadado à esperança romântica que toda essa conversada de bar descrita aí em cima diluiu-se em babadinhos, rendas, cavalos brancos, beijos em sapos blá blá blá. Depois, nós, mulheres, reclamamos. Fazer o quê?

Diz que ela pensa em decorar o quarto da guria em tons pastéis.  Aí me inspirei em ver coisas bonitas pasteurizadas (ou de princesas).

pastel6

pastel3

pastel7

fábula

pastel

pastelpássaro

princesa

índia

devendra

das tatoos à moda. digressões definitivas e chanel.

Outubro 19, 2009

A tatuagem é um compromisso. Um desejo efêmero que nos permitimos definitivo. Por isso gera dúvidas. E impõe respeito.

tatoos_correntinhas_5

Marginal, não nasceu assim. O ser humano, quando estava se transformando em um, belo dia percebeu que tornar-se indivíduo onde antes só se sabia coletivo exige identidade, individuação, personalidade, autenticidade. Aí resolveu que poderia usar o prórpio corpo pra se diferenciar do bando. Então começou a se pintar. Definitivamente.

Daí pros adornos e peles foi um pulo, pras roupas um salto e pra moda toda uma modernidade (porque sim, ela nasceu lá, na Idade Moderna).

Eu, humana que sou, sempre quis me tatuar. Sempre desde os 17. Até os 28 faltou a tal da coragem com o pra sempre. Mas, como a necessidade de personalização é primitivamente ancestral, não neguei a raça e me iniciei. Contrária à História, comecei meu processo autoral pela moda. E fui voltando. Até quando, enfim, me comprometi e permiti.

Fiz minha primeira tatuagem. Coisa de amigas, marcas de amizade, pra sempre e infinitas (né little Helen! Amo.).

Bom, da primeira pra vontade da próxima não precisou nem um pulo, bastou um diazinho mesmo. E prcurando minha próxima marca permanente, encontrei. Bem do agrado de qualquer evolução plástica individual.

Se a pintura corporal foi a primeira manifestação individual do homo sapiens, o ornamento a primeira forma de exposição material sobre o corpo e a moda a concretização civilizada de todo esse babado, nada mais coerente do que me ornamentar com correntinhas tatuadas à la Chanel primavera-verão 2010, né não?! Pois então.

tatoos_correntinhas_4

As minhas serão bem logo acima do cotovelo (bem logo mesmo), braço esquerdo. Traços simples, finos, femininos e delicados, como quero ser, todo dia e pra sempre (quando não, pelo menos fica tatuada e intenção. Rá!). Com um pézinho no efêmero do  consumo (e sem o duplo “C” que também não é pra tanto), é bem verdade, mas ser humano é ser também não perfeito, o que torna minha tatuagem perfeitamente humana. E perfeita. Pra mim. Como só tem que ser.

E pra Lagerfeld, claro.

tatoos_correntinhas_2

Não vejo a hora.

revista-se

Outubro 9, 2009

value

Vamos falar de valores.

Não o do Macbook, não o das pechinchas (?) da nova outlet na Bandeirantes, não o dos novos must-have nem o dos anúncios nos blogs mais bombados. Vamos falar dos valores que nos são íntimos, únicos, não expostos em vitrines ou postados na web. Valores que plantam sorrisos de cantinho de boca e nos lembram que, né, vale bem a pena o valer a pena. Valores de se acariciar com vontade de virar lagartixa ou sorvete, de ouvir um poema de Vinícius ou de receber um email como esse aqui (vai, faça um forcinha e leia até o final porque, em se falando de valer, esse vale. Muito):

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega do lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado é quem não tem amor, é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar… Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa, é quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugida ou impossível de durar. Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora em que passa o filme, de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai pelos parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da metro. Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem gosta sem curtir, quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar.

Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.

Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida, para de repente parecer que faz sentido. ENLOU-CRESÇA.

Tatinha, este é o Arthur da Távola, não redonda.

Envio isso, mas no sentido figurado, esses sentimentos temos com amigos, com irmãos, com pessoas que nos dizem algo apenas no olhar.

Basta ter empatia e vontade de avançar nas relações, mas antes precisamos nos descobrir: nossas falhas, nossas dúvidas, nossos anseios, nossas alegrias, nossas, nossas, não egoisticamente, mas um olhar direto para os sentimentos e não para o umbigo.

É muito dificil deixar de olhar para o umbigo, é muito complicado deixar de lado nossas verdades, admitir nossos erros, nossos deslizes.

Mas isso é vida, pulsação, sangue correndo nas veias, artérias, caminhos que nos levam a alguém ou a nós mesmos.

Te amo, e não canso de repetir, não adianta me dizer: eu sei, Tia.

Sei que você sabe, mas é sempre bom dizer e ouvir.

Você não me conta suas angústias, suas alegrias, seus medos, seus devaneios, seus vícios, suas loucuras.

Mas eu as adivinho porque tenho você no coração e desde que você entrou na minha sem pedir licença rezo e peço à Deus que te proteja, que te ilumine, que te encaminhe e que te aconselhe nas tuas escolhas.

Erros e acertos, encontros e desencontros, amores e ódios, amigos e inimigos…

Olhos, boca, coração, mãos, pés, cabelo, orelha, sangue, pele, emoção, arrepio, saudade, muita saudade.

Força e conte comigo para tudo: erros, acertos, angústias, alegrias, medos, explosões, loucuras, etc…etc…etc…

Sou louca por ti, Tatinha.

Bjs,

Lucia.

É. E não, não tem preço. Principalmente por ser inesperado como uma chuva anarquista em trânsito paulistano, dessas que refrescam sem apagar o fogo congestionado. E, mais do que principalmente, por ser de verdade e não propaganda de cartão de crédito.

De resto, valorizar (se) depende de cada um.

olhos no coração

Enxergue com o coração.

E registre seu olhar.

Bejo valoroso pra todo mundo!

(E ó, pra quem também me escreve de verdade achando esse Avesso verdadeiro, valeu, mesmo. Só não os respondi porque ainda estou dependendo das lans house. Mas quando a net lá em casa parar de dar bafo, as respostas virão. De verdade.)

celebração

Outubro 1, 2009

e a vida segue se impondo, pra decadência da nossa pretensa arrogância.

ainda bem.

a pneumonia me pegou e me internalizou, por 6 dias, em assepsia hospitalar. obrigação de desencanar na veia, duas vezes ao dia.

foi bom, dentro da eloquência da situação. sossegar é bom. ir adentro, lá no fundo, de si. é bom.

resguardo o repouso e sigo um pouco mais devagar, porque quem tem urgência é a ansiedade.

e como quando da imposição, a vida se faz bela, porque precisa e necessária, além de desejosa, tê-la.

à sua imagem.

negativos

cavalos

girls

castelo

deven

buquê

picolé

unicórnios

enlace

correio

send me.

o acaso dos alexandres

Setembro 13, 2009

Funciona mais ou menos assim: uma coisa leva à outra e, ao final, chega-se aonde não se esperava no começo.

Como já disse, estou em processo de mudança. Físico. De morada. Caixas, mais delas, bagunça, tudo fora de ordem e de lugar, esperando novo ordenamento e colocação. Três dias para transferir o telefone + quinze pra transferir a net e + uma de minhas muitas justificativas pra carência de posts.

Mas bem, tava mesmo longe do mundo virtual. Aí, domingão, casa da mamãe, internet funcionando, semana de moda de NY rolando… bom, não fiz mais que minha obrigação. E vendo um Alexander (Wang), lembrei-me de mais outros dois, McQueen e Herchcovitch. E sei lá, na minha mente insana botei  Carrie Bradshaw e Bar Rafaeli nesse caldeirão todo. Mais  futebol americano. Mais anos 80.

Assim ó:

Alexander Wang (spring 2010) com Alexander McQueen (fall 2002)

wang_mcqueen_AMB_1

wang (2010), mcqueen (2002), wang (2010), mcqueen (2002)

wang_mcqueen_AMB_2

Alexander Wang (spring 2010) com Alexandre Herchcovitch (primavera-verão 2010)

wang_herchcovitch_AMB

Alexander Wang com Carrie em 80’s

wang_carrie_AMB

Alexander Wang com Bar em releitura infeliz de algum cinza mescla bem justo e bem 80’s

wang_rafaeli_AMB

E pronto. De um desfilado Wang cheguei a uma deslocada Rafaeli, coisa que nem me passava pela cabeça quando digitei style.com. Claro, eles não são iguais nem absolutos, mas se entremeiam – ou pelo menos nossa cabeça nos leva a crer que sim.

Ah, aonde isso que nos leva a cabeça me leva? A lugar nenhum a não ser de um estilista americano a uma modelo israelita, passando por um inglês, um brasileiro e o passado de uma escritora ficcional de comportamento sexual na cidade – NY, não menos ocasional. Assim como o processo de criação em moda, assim como a idéia pra se desenvolver um post, assim como um apartamento frustado que leva a um italiano no meio do caminho (não, não me canso de falar disso. Gente!), assim como a história de Snatch – Porcos e Diamantes,  assim como uma matéria de hoje do caderno Mais e assim como tudo o mais, que funciona mais ou menos assim: uma coisa leva à outra e, ao final, chega-se aonde não se esperava no começo.

Na moda, no wordpress, na Paulista, no cinema, no jornal ou em qualquer outro lugar.

E só.

inspiração do dia

Setembro 1, 2009

sendo belas

eu

as fotos

penteadeira

deduzem-se belos

borboleta_3

os momentos.

coração_19

Ou ao menos o olhar.

pra sempre.

Agosto 28, 2009

A vida tá bem aqui e é bem minha.

Então catzo!

Bora vivê-la bem, bem aqui!

água_viva

“Italians do it better!”, disse. Ivi. Foi ela, não eu. Mas né…

Lorenzo está agora em arrivederci.

Como é que se esgota um amor que foi embora sem se esgotar?

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A vida tá bem aqui. E é bem minha.

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Ao que não me é destinado.

Ao destino que me não é dado.

Eu dava de ombros, agora me dou inteira. Porque sempre pode ter um italiano bem ali no meio do caminho. E se eu achar que não é meu destino um caminho italiano, a vida não vai tá sendo aqui bem em vida.

luz_20

François Truffaut disse assim:

“”Abro um parêntese para definir rapidamente o que chamo de um ‘grande filme doente’. Não é senão um obra-prima abortada, um empreendimento ambicioso que sofreu erros de percurso. (…) Se se aceita a idéia de que uma execução perfeita chega, na maior parte das vezes, a dissimular as intenções, admitir-se-á que os grandes filmes doentes deixam transparecer mais cruamente sua razão de ser.”

Não dá mais pra ter medo de errar.

A gente nasce todo dia.

laranja_13

Pra sempre.

let’s do it

Agosto 24, 2009

cama_6

let’s fall in love.