I’VE GOT THE POWER

O PODER DO MORCEGO PARA O BATMAN E O DOS “C” PARA A CHANEL

Fala-se da moda dos super-heróis, ou dos super-heróis na moda. O Metropolitan Museum of Art até dedicou a temática do anual baile de gala do Costume Institute (departamento dedicado à moda do museu) ao assunto, evento que pontuou o início da mostra Superheroes: Fashion and Fantasy exibida também no museu.

Inspirações para a atividade de criar podem emergir das mais diversas fontes (como já discutido aqui no Avesso no post “A moda e seus caminhos”) e o universo dos super-heróis certamente é uma delas. Thierry Mugler, Rabanne, Ghesquiere e miss Miuccia Prada são alguns dos que por este caminho enveredaram e se alimentaram. Mas além das formas, dos recortes e dos materiais emprestados do universo HQ ao universo fashion há algo que é comum a ambos: os símbolos. Quer seja representando um super-herói quer seja representando uma marca de moda, o símbolo (ou logo) contém em si o poder por trás destes personagens.

O “S”

É o “S” estampado em seu peito que sinaliza a transformação de Clark Kent em Super-Homem, ou seja, o “S” simboliza a força que transforma um simples ser humano em um super-herói, assim como o é o morcego também estampado em seu peito que representa Bruce Wayne transformado em Batman. Mas e quando o símbolo não se caracteriza por revelar os poderes sobrenaturais de um ser humano, qual a função que lhe cabe? Qual o poder subentendido por trás de uma insígnia?

Claro que isto é assunto pra váááárias mesas de botequim e seus filósofos de plantão, mas quem aí se exime da confissão de que carregar uma dupla de “C” (um virado para cada lado) bordados na roupa que veste sobre seu corpo, ou um “L” sobre um “V”, não lhe faz se sentir mais poderoso? Serão as logomarcas nossa sensação de alcance de super-poderes? E sendo assim, o quanto um símbolo influencia numa decisão de compra? O que estes emblemas de fato nos representam – e denunciam?

O “L” SOBRE O “V” E A PODEROSA LOUIS VUITTON

Assuntinho babado pra muita discussão, mas certamente pertinente a esse paralelo que os próprios estlistas resolveram traçar, o MET festejar e a mídia comentar.

Who gets the power?

4 Respostas to “I’VE GOT THE POWER”

  1. Jaqueline Araujo Says:

    Muito bem pensado e colocado!

    Beijos,

    Jaqueline

  2. Says:

    arrasou no texto e na idéia, tati. meishmo. =)

  3. Cada um faz o que pode « o avesso do espelho Says:

    […] toda acabei percebendo que, de fato, nunca me aprisionei ao cárcere das pautas necessárias: filosofei sobre a moda e seus símbolos quando quis; chamei o coração às palavras quando bem entendi; me preferi; fiz um post-resposta […]

  4. piglet Says:

    que treta de informação

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