MADONNA – EPÍLOGO

Não faria o menor sentido eu ter anunciado, em dois posts, minha expectativa sobre o show de Madge se não comentasse o evento depois. Então bora lá pra mais um pouquinho de Madonna (e depois chega, prometo).


Vivian Witheman escreveu: “(…) sobre a mulher Madonna, sabe-se que é uma grande artista, muito inteligente. E isso deveria bastar.”

Sim, é a artista quem se apresenta no palco e as considerações deveriam recair sobre ela, somente. Mas confesso que ao ver a aparição de Madonna sentada em trono pop sobre palco giratório, num Morumbi ovacionado e iluminado somente com as luzes dos apetrechos luminosos da platéia+toda a estrutura de palco da cantora, juro, não consegui deixar de pensar na mulher para além da artista.

Porque alguém que reinventa-se a cada álbum, mobiliza milhões de pessoas no mundo todo, pula por duas horas sem parar no auge de seus 50 anos e consegue manter o título de rainha após 25 anos de carreira em showbusiness, francamente, encontra-se muito além de mero profissionalismo – para isso é preciso, sim, ser uma grande mulher.

Ok, o show não tem a magnitude de seu antecessor (Confessions…) nem o figurino é absurdo. Mas ela, a mulher-cantora, está feliz, sorridente, quase uma menina. É como se Madonna, à medida em que envelhecesse, deixasse enrugar também os seus pré-conceitos, pois em “Sticky & Sweet Tour” não é uma femme fatale absolutamente sexy e provocadora que se exalta – é uma menina de óculos em forma de coração e shorts esportivo com meiões até o joelho que se esfrega no palco, engatinha, pula corda e se mexe sem parar por mais de duas horas de espetáculo. Uma mulher recém-separada (porque, afinal, tem que ser muuuito homem pra conseguir se sustentar ao lado de uma grande mulher e, diferentemente dela, não são muitos os que administram), mãe de três filhos, com corpo e fôlegos incríveis que está lá porque, sim, foi inventada mas não se engessou e seguiu chamando a reinvenção pra si. E porque faz o que gosta – e o que bem sabe.

madonna_sticky_tour_amb(em momento mais sexy da apresentação e menina, de presilhas no cabelo, óculos de coração, shorts e meiões)

Não sou a mais desmedida das fãs, mas frente a todo o circo armado pela rainha, eu me emocionei, de fato, com a mulher.

Por mais de uma vez.

(P.S: quando subir no youtuba algum vídeo do show que valha a pena, eu posto aqui).

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3 Respostas to “MADONNA – EPÍLOGO”

  1. Maria Ester Says:

    Tati querida aproveito esse espaço para te desejar um Natal muito feliz,
    e que 2009 lhe traga boas notícias, saúde, muitas risadas, sucesso e amor!!!
    Não esqueci que falamos em marcar um jantar. Mas como o tempo estava muito curto e corrido, pensei em deixarmos para janeiro, quando os compromissos acalmarem um pouco. O que vc acha?
    Um beijo grande.

  2. fernanda Says:

    que lindas observações, tati! adorei seu relato (quando britney vier vc pode vir junto e fazer um outro desses! rááááá!).😉

  3. alda Says:

    Com certeza Tati fiquei pensando tbm. sobre isso que vc. falou, tudo oque ela representa como artista passa antes pela força e vontade da mulher que ela é, e realmente é preciso ser muito, mas muito homem p/ segurar a onda de estar ao lado dessa mulher sendo parceiro, amante, amigo!
    bju e um Feliz Natal e um 2009 cheio de surpresas boas!!!

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