FASHION RIO – DAY 1

Pronto: o Fashion Rio começou, oficialmente, para o Avesso.

E diferentemente da SPFW (que vou cobrir pelo Oficina – eeeeeeeee), a cobertura carioca por aqui será como a irmã da semana paulista de moda – malemolente. Sem a obrigatoriedade do caráter informativo que outros blogs oferecem com muito mérito (aqui ó), falarei sobre o que me desperta desejo, à revelia de ser esta a intenção do look ou não. Porque como já disse, a provocação é implícita à moda e reagirei conforme me sinta cutucada.

Sim, será tudo muito pessoal, afinal cada um sabe a dor e a delícia de despir o que lhe veste.

Bora.

STA. EPHIGÊNIA

sta_ephigenia_amb(Amo a transparência, as estampas respingadas, os ombros à mostra em maxi-golas, os mega-colares e os mega-pingentes de cortina e o tricô com cara de mulher Matrix bem da feminina.)

Não. De repente a explosão de cores da vestimenta africana não explodiu a cartela da sempre colorida Sta. Ephigênia (ainda bem), pois na bagagem de volta da África a marca trouxe uma mulher madura e elegantemente sofisticada, quase como se Yves Saint Laurent fosse um estilista brasileiro inspirado pelo continente africano fazendo roupas no Brasil em tempos de crise. Um minimalismo doce e sadio que funciona como um sorriso de canto de boca, prenúncio de que os períodos são secos mas a beleza é líquida e por assim ser escorrega e preenche qualquer forma de recipiente.

Dá vontade de usar – moeda que, pra moda de um mundo em tempos de crise, tem importante valor agregado, quer seja ele, por sua vez, líquido ou não.

WALTER RODRIGUES

walter_rodrigues_amb_2(O minimalismo dos vestidos pretos de braços à mostra é lindo e absoluto, junto com a segunda-pele tatoo que dá vontade de jogar por baixo de qualquer look e um pouco de brilho porque Walter é drama, e se não for arrasando na modelagem de alfaiataria como a do inverno 2001, que seja em flores e brilhos, então.)

Walter quer retomar seu universo, afinal é sempre bom a gente se reencontrar. E como toda a fashiolândia já disse, as camisetas Yakuza com estampas imitando tatoo são uma ótima referência ao próprio Walter, em digníssima coleção nos invernos idos de 2001. Aliás, falando em retomada, a referida coleção de 2001 seria um óóótimo remember, com alfaiataria impecável e provocação até o último fio de cabelo de qualquer picumã poderoso. Esta coleção, no geral, deixa as mulheres belas, mas sem instigar muito – e qualquer ser feminino quer ser, no mínimo e em absoluto, instigado.

Mas quem disse que buscar a si mesmo seria fácil?! Eu que não.

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3 Respostas to “FASHION RIO – DAY 1”

  1. alda Says:

    Nossa que bom que to acompanhando pelo Avesso e pelo Oficina o FR pq. não vi nada pela TV.Gostei muito da Sta. Efigenia como vc. disse “uma mulher madura e elegantemente sofisticada” esses vestidos c/ ombros caidos acho bem sensual e feminino.
    Já o Walter traz esses vestidos pretos e aquelas luvas a la Rita Hayworth que acho muuuito sexy, gostaria de ir numa festa dessas que esse vestido preto longo da foto c/ essas luvas kkkk deve ser uma fantasia hollywoodiana minha.
    bjao

  2. Cristina Uetake Says:

    Oi Tati… Adorei o desfile de Walter Rodrigues e essa brincadeira que ele fez de misturar “feminino e masculino”. Da Santa Ephigênia gostei das transparências e tons médios e claros com inspiração na África!
    Bjuuuuuuuus

  3. sarahdesigner Says:

    A resenha pra Sta. Ephigênia ficou tão fofa, um docinho de resenha. Se eu fosse a estilista e alguém falasse assim do meu desfile eu derreteria feito a Amélie Poulan, viraria uma poça d´água.
    =*

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