spfw verão 2010 – dia 2

E aí que no segundo dia teve, de uma vez: Maria Bonita, Alexandre Herchcovitch e Huis Clos. Respirou e suspirou? Pois é, eu também.

Em resumão, ficou tudo mais ou menos assim:

LIBERDADE DO DIA

Você é o que você carrega – e vice-versa. A Maria Bonita foi à feira, livre, mais Maria e bonita do que nunca.

maria_bonita

ARARA DO DIA

Giselle Nasser acabou de chegar, mas parece que nasceu lá. A Cori vem mais Cori do que nunca, direto da passarela para as araras, protegida pelo céu de Bertolucci.

cori

AFUNDAMENTO DO DIA

Sem Tufi, a Forum foi para o fundo do mar. Literalmente.

forum

REJUVENESCIMENTO DO DIA

Continuando o que já havia proposto para seu inverno, a Huis Clos, sem sair de si, encurta seus comprimentos, aprofunda seus decotes, avoluma seus drapeados, propõe maxi-colares (camuflados sobre a roupa, já que usados exatamente no mesmo tom) e redesenha, em mais uma estação, as curvas de seu próximo verão.

huis_clos

AMADURECIMENTO DO DIA

Chiqueria à beira-mar? Então esta é a sua Cia.

cia marítima

TOUCHDOWN DO DIA

(direto do que escrevi lá no Oficina. Porque vale a pena.)

Mais do que vontade de ter, Alexandre dá vontade de ver. Será neste ponto, então, que a moda deixa de ser moda pra virar algo a mais? Porque roupa ela sempre vai ser e o desejo de tê-la no guarda-roupa a gente sempre vai ter. Mas e quando mais que vestir, a gente tem vontade de saber como esta roupa fez o estilista se sentir?

herchcovitch

Bom, o verão 2010 de Herchcovitch foi assim. Ele descascou sua mulher ao inverso, indo da delicadeza para a armadura – sem sair da delicadeza, dá pra entender? Pois é… De um campo tipicamente masculino e agressivo – o futebol americano – Alexandre retirou as armações e costurou sobre elas toda a realidade feminina, desarmada. Começou num suave volume nos ombros, numa cartela de pálidos (tendência forte para a estação) e foi crescendo para dimensões maiores (junto com as cores, que foram ficando mais fortes), até chegar às estruturas de fato, recobertas pelos micro-babadinhos tão presentes nas criações do estilista.

Continuando uma história iniciada em seu verão passado (em que babados super delicados explodiam das costuras de austeros uniformes militares), Herchcovitch imergiu sua mulher num ambiente absolutamente masculino como se para enviezá-lo à leveza do feminino, despertando, mais do que o desejo, uma identificação de sentimentos na cliente a que se destina.

Após este bate-bola (um bolão, por sinal), o jogo de Alexandre estará completamete ganho quando, na substituição da passarela pelas araras, sua criação nos trouxer um verão sem armação. Touchdown.

FIM DO DIA.

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