das tatoos à moda. digressões definitivas e chanel.

A tatuagem é um compromisso. Um desejo efêmero que nos permitimos definitivo. Por isso gera dúvidas. E impõe respeito.

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Marginal, não nasceu assim. O ser humano, quando estava se transformando em um, belo dia percebeu que tornar-se indivíduo onde antes só se sabia coletivo exige identidade, individuação, personalidade, autenticidade. Aí resolveu que poderia usar o prórpio corpo pra se diferenciar do bando. Então começou a se pintar. Definitivamente.

Daí pros adornos e peles foi um pulo, pras roupas um salto e pra moda toda uma modernidade (porque sim, ela nasceu lá, na Idade Moderna).

Eu, humana que sou, sempre quis me tatuar. Sempre desde os 17. Até os 28 faltou a tal da coragem com o pra sempre. Mas, como a necessidade de personalização é primitivamente ancestral, não neguei a raça e me iniciei. Contrária à História, comecei meu processo autoral pela moda. E fui voltando. Até quando, enfim, me comprometi e permiti.

Fiz minha primeira tatuagem. Coisa de amigas, marcas de amizade, pra sempre e infinitas (né little Helen! Amo.).

Bom, da primeira pra vontade da próxima não precisou nem um pulo, bastou um diazinho mesmo. E prcurando minha próxima marca permanente, encontrei. Bem do agrado de qualquer evolução plástica individual.

Se a pintura corporal foi a primeira manifestação individual do homo sapiens, o ornamento a primeira forma de exposição material sobre o corpo e a moda a concretização civilizada de todo esse babado, nada mais coerente do que me ornamentar com correntinhas tatuadas à la Chanel primavera-verão 2010, né não?! Pois então.

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As minhas serão bem logo acima do cotovelo (bem logo mesmo), braço esquerdo. Traços simples, finos, femininos e delicados, como quero ser, todo dia e pra sempre (quando não, pelo menos fica tatuada e intenção. Rá!). Com um pézinho no efêmero do  consumo (e sem o duplo “C” que também não é pra tanto), é bem verdade, mas ser humano é ser também não perfeito, o que torna minha tatuagem perfeitamente humana. E perfeita. Pra mim. Como só tem que ser.

E pra Lagerfeld, claro.

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Não vejo a hora.

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3 Respostas to “das tatoos à moda. digressões definitivas e chanel.”

  1. leticia Says:

    Amiga, nossa sintonia é mesmo incrível!! Era exatamente dessa foto da bolsa que eu falava no carro, horas antes de fazer a nossa!! E sim, ela também me havia remetido ao desfile da Chanel. A gente talvez nem precisasse de uma tatoo, afinal o amor é mais que óbvio para nós e qq um que nos veja. Mas taí teu post que explica td. Estamos mais bafônicas tb – hehehhe.

    AQUELE beijo,

    Heleninha.

  2. aninha Says:

    Nossa…que fofa! Adorei

    Eu fiz uma…e agora estou louca para fazer outras.

  3. Cristina Uetake Says:

    Oi Tati… quanto tempo! Vc está bem? Eu tenho uma tatoo, mas já faz um tempinho! Achei muito fofas essas no desfile de Lagerfeld. Mas penso que o desenho ter que ser bem pensado! Bjks

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